sexta-feira, 24 de junho de 2011

Didática - Textos

A Didática em Questão - Vera Maria Candau

Didática - trata do aspecto considerado objetivo e racional do processo de ensino-aprendizagem, como estratégias de ensino, seleção de conteúdo, avaliação, etc.
A didática passou por vários estágios de desenvolvimento, sendo iniciando por um primeiro estágio de pesquisa,  onde foi defendido um discurso escolanovista, onde afirmava-se a necessidade de partir dos interesses espontâneos e naturais da criança, dos princípios de individualização, de atividade, de liberdade  que estão na base da proposta. Num segundo momento, por questões políticas, a educação é vinculada à Segurança Nacional. Ela se politiza. A visão da educação se torna industrializada, focando na produtividade, eficiência, racionalização, operacionalização e controle. A partir daí, o confronto entre o 1º momento e o segundo se contrapõem, entre o racional e o afetivo. Agora, a construção de instrumentos de avaliação, a instrução do governo para um modelo de conteúdo básico são a base da Didática. Então, na prática, acaba não se articulando com o contexto social, pois as condições são precárias, as salas são superlotadas, os conteúdos inadequados, etc...
Hoje a busca por um modelo de uma nova forma de ensinar, para que minimize essas problemáticas socias e que torne possível a aproximação entre alunos e professores e sua realidade se torna urgente. Ainda encontramos barreiras entre o desejo de um novo método de ensino, com uma didática mais moderna, e a idéia congelada de uma escola tecnicista que forma as massas, que educa para o mercado de trabalho e não para a edificação do ser, que reflete e questiona.

Filosofia da Educação - Cipriano Carlos Luckesi

Didática: elemento articulador entre Pedagogia e prática docente

Didática - mediação necessária para garantir a tradução da teoria pedagógica em prática pedagógica.

A escola tem princípios importantes a serem considerados, uma vez em que nela está contido o conservadorismo e os gérmens da transformação social; a postura politizada que é inerente de quem ensina, agindo na transformação da maneira de pensar da sociedade como um todo;  o dever de exercer um papel crítico de elevação cultural do indivíduo e da sociedade e a postura mediadora do professor, uma vez detentor do conhecimento, que tem como obrigação provocar nos alunos elevação cultural, de forma que estes dêem um salto, da interpretação cotidiana para a compreensão elaborada da realidade, provocando  uma mudança em sua forma de ver o mundo e de tudo que o compõem.

A prática didática é constituída de alguns passos as serem seguidos, sendo eles:

Planejamento - ato decisório de tomada de decisões. Sendo este realizado, pode e deve ser registrado.

Execução da ação planejada e avaliação da ação executada - é preciso estar ciente da finalidade do ato que se vai praticar, onde as soluções de encaminhamento do exercício do ensino terão que ser formuladas criteriosamente na prática, de maneira que a cada aula, a ação-reflexão permitirá que o professor veja com mais clareza se o que foi planejado está tomando o caminho desejado. Essa auto-avaliação vai tornar o que foi planejado mais apropriado e eficiente, dando novos rumos (se necessário) ao que foi proposto no início das atividades letivas.

 Avaliação 


Pensando sobre avaliação e refletindo sobre o texto desse mesmo conteúdo, que mostra a existência de várias maneiras de avaliar, sendo exemplificadas as concepções autoritária, espontaneísta e democrática, me recordo que já passei por esses estágios e que a maneira que vejo a educação e a avaliação mudaram ao longo dos anos.
Iniciei, sendo autoritária, impondo uma concepção conservadora, pois tinha uma visão altamente tecnicista sobre o assunto. Eu confundia autoridade com autoritarismo.
Depois, passei pelo modelo espontaneísta, onde as minhas interferências não eram muito acentuadas. Para mim, também não foi uma experiência muito acrescentadora.
Por fim, acredito eu que hoje eu tenho uma postura democrática, onde intervenho na prática pedagógica, sem impedir que os alunos tragam outros materiais e procuro observar se eles realmente estão absorvendo o conteúdo dado ou somente estão reproduzindo.
Para mim, nota não tem uma importância significativa. A questão de avaliar por notas para mim não demonstra o que o aluno realmente aprendeu. Para mim a prática supera a teoria e o desenvolvimento é uma constante. Cada aluno tem um tempo de aprendizado e hoje eu prezo isso. Hoje eu vejo cada aluno como um ser individual, me reavaliando a cada aula e me questionando nos pontos positivos e nos negativos da minha prática diária.

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