quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Metodologias para o ensino da música (Pedagogias ativas) 2ª Geração



Metodologias para o ensino da música ( Pedagogias ativas - após 1945) - 2ª Geração - Koellreutter, Schafer, Self, Paynter, Swanwick, Delalande

08/08/2011

Hans-Joachim Koellreutter 
Freiburg, 02 de setembro de 1915 - São Paulo, 13 de setembro de 2005



"É preciso entender que a música é um meio de desenvolver o ser humano."
O segredo de tamanha variedade foi seu método, que se baseava na liberdade de expressão e na busca da identidade de cada aluno. Incentivava a liberdade de pensamento e a necessidade de cada aluno buscar seu próprio caminho.


É muito bom ter contato, mesmo que indiretamente com Koellreutter, através dessa matéria e principalmente com alguém que conviveu por muito tempo com ele.
"Aprendo com o aluno o que ensinar. São três preceitos: 1) não há valores absolutos, só relativos; 2) não há coisa errada em arte; o importante é inventar o novo; 3) não acredite em nada que o professor disser, em nada que você ler e em nada que você pensar; pergunte sempre o por quê."
Ele deve ter sido uma pessoa muito interessante.  Estar  perto de um professor por querer, somente pelo fato de admirar seu conhecimento e principalmente, por saber o ser humano que é, é algo incrível. Essa liberdade aprisiona. E o que ele mais defendeu foi a liberdade.  

15/08/2011


A Enny  nos contou um pouco sobre a vida de Koellreutter e leu uma passagem da "Carta Aberta os Músicos e Críticos" escrita em 1950. Nessa carta há uma crítica muito incisiva de Camargo Guarnieri sobre a musica dodecafônica, e consequentemente sobre Koellreutter. Eu concordo com Guarnieri, quando diz que nós, brasileiros, deveríamos ser mais nacionalistas. Porém, o dodecafonismo exige um conhecimento prévio da teoria e harmonia musical sólidos para ser elaborada.
Eu, particularmente, não gosto muito do gênero, mas respeito quem o desenvolve. 
Para mim ainda soa estranho. Mas de qualquer forma, estou aberta a conhecer um pouco mais a fundo esse estilo que não faz parte da musica tonal a que estou mais acostumada.
Apesar disso, estou gostando de conhecer mais de perto e um pouco mais sobre a vida de Koellreutter. Somente é polêmico aquele que é grande o suficiente para ser.


22/08/2011

Assistimos um pedaço do filme "Concerto Comentado", realizado em 1999 pelo Museu da Imagem e do Som, com Koellreutter e Sérgio Vilafrança. Depois fizemos mais um pouco de experimentação com xilofones, clavas, baquetas, cadeiras, cadernos, enfim, tudo o que poderia produzir som. Praticamos um pouco de improvisação "Tamboriladas" com esses instrumentos, explorando seus timbres... é uma sensação de liberdade muito boa.
Experimentamos dinâmicas, timbres... foi interessante...


29/08/2011

Tamborilar...


Pesquisamos timbres na sala... 

Foi escolhido quatro timbres diferentes... 

A turma foi dividida em quatro grupos, sendo um regente escolhido para reger esses timbres...

A concentração era grande. Fizemos solos e acompanhamos... tamborilamos. 


É interessante pensar que tudo tem som. E às vezes essa prática de produzir som com materiais simples fica esquecida...

Fizemos diálogos com Gestalts, que segundo Koellreutter é uma configuração de linhas, pontos e outros elementos que podem ser compreendidos de imediato como um todo.


Em grupo praticamos o modelo de improvisação solo-fantasia, onde o ostinato, que era realizado com o grupo inteiro, era interrompido pelo solo.



05/09/2011

Assistimos um trecho do filme sobre Koellreutter.
Após discutimos um pouco seus conceitos. Falamos sobre a bola-partitura e me lembrei das aulas que tive com Sérgio Villafrança na Faculdade, sue discípulo. Agora parece que tudo faz um pouco mais de sentido. Quando ele fez a experimentação da bola-partitura e eu não havia entendido nada... acho que tinha faltado entender sobre o compositor... Na verdade essa atividade trabalha sons graves, médios e agudos, e as entradas ficam a critério do intérprete. No momento em que realizamos isso em coral me pareceu pouco vago, porém hoje entendo que a experimentação e a valorização do aluno dá sentido a isso, uma vez que não tem um maestro para "dar as coordenadas".


12/09/2011
 
"A vida é sempre um desafio. No dia que ela deixar de ser, ela deixará de valer a pena" - H.J.Koellreutter
"A função da música e do artista criador é clarificar as grandes idéias filosóficas e científicas da sociedade onde vive" - H.J.Koellreutter
Buscar o novo - Improvisação - Ferramenta essencial
Como professor, dizia que não deveria ensinar nada do que é possível aprender nos livros.
Criar necessidades instigadoras.
- Do impreciso para o preciso 
- Percepção do fluxo - fluência
- Importância da relação inter-humana - Busca da Expressividade


O Humano como objetivo da educação musical

"A música é como o mar, sempre mudando e ao mesmo tempo, é sempre a mesma coisa." H.J.Koellreutter

19/09/2011

Experiências sonoras... - Murray Schaffer



"Cada docente está primeiramente educando a si mesmo (...) qualquer projeto educativo que não faça o professor crescer é falso"

R. Murray Schafer alcançou uma reputação internacional como um compositor, um educador, ambientalista, estudioso e artista visual. Nascido em Sarnia, Ontário, em 1933, ele foi criado em Toronto.


Schafer ingressou no Conservatório Real de Música e da Universidade de Toronto em 1952 para estudar com John Weinzweig. Seu contato ocasional com Marshall McLuhan no campus poderia sem dúvida ser apontada como a influência mais duradoura em seu desenvolvimento artístico.
 
Ele foi para Viena em 1956.Depois de dois anos, ele foi para a Inglaterra, estudando informalmente com o compositor Peter Racine Fricker. Enquanto na Grã-Bretanha, Schafer trabalhava como jornalista (resultando em um livro, Compositores britânicos na entrevista) e pela preparação de uma récita da ópera de Ezra Pound Le Testament (1920-1) transmitido pela BBC em 1961.

Voltando para o Canadá em 1961, ele dirigiu o “Dez concertos do Século”, e começou a ensinar, primeiro (1963-65) como artista residente na Memorial University, e depois (1965-1975) na Simon Fraser University. No SFU, com subsídios da UNESCO e da Canadian Foundation Donner, ele montou o Projeto Soundscape Mundial para o estudo das relações entre pessoas e seu ambiente acústico. Schafer em 1975 mudou-se para uma fazenda perto de Maynooth, Ontario, mas manteve-se afiliado com o projeto. Ele comprou uma fazenda perto de Peterborough em 1987.


O primeiro concerto que Shafer escreveu foi para Cravo e oito instrumentos de sopro, e a Sonatina para flauta e cravo (ou piano) revelam influências de  Weinzweig, o neoclassicismo de Stravinsky e "Les Six".
O Minnelieder, com a sua atmosfera mahleriana, foi na opinião de Schafer, a sua primeira conquista importante.

No início dos anos 60 se baseou no serialismo, também com base na língua, literatura e filosofia de culturas antigas, levando a uma exploração da mitologia e simbolismo da vida moderna, que resultou em uma sucessão de estudos sobre os temas urbanos de alienação e psiconeurose.


Protesto e encarceramento, Canzoni para os Prisioneiros, o trabalho de palco Loving, e do trabalho para mezzo-soprano Requiems para a Party Girl refletem uma consciência social que motiva suas atividades.


Seu envolvimento em educação musical o levou a escrever 6 livretos, que desencadeou no seu livro mais famoso: O ouvido pensante, e estão entre as primeiras introduções aos conceitos de John Cage de ouvir de forma criativa e utilizar a percepção sensorial dentro da sala de aula canadense. Schafer compôs obras para orquestra e coro de jovens, introduzindo jovens músicos a sons incomuns, envolvendo-os no processo criativo.


No final dos anos 1960 e 1970 Schafer foi influenciado pela musica de  Bruckner e pelos poemas  de Rumi, Hesíodo, Homero, Melville, e Pound.


Como o "pai da ecologia acústica" Schafer tem se preocupado com os efeitos nocivos do ruído sobre as pessoas, especialmente os moradores do "esgoto sonoro" da cidade.


Mudou-se para uma fazenda de Ontário, que o inspirou a uma série de obras denominada 'ambiente natural'.

Embora o foco de Schafer na década de 1970 foi o seu trabalho sonoro, na década de 1980 foi sua obra “Patria” que ganhou maior destaque, um ciclo de 12 partes de obras musicais / teatrais que começaram a ser escritas em 1966.


O ambiente rural o permitiu trabalhar com as comunidades em Maynooth e Peterborough, modelos notáveis de como os membros de uma comunidade podem trabalhar em conjunto, desenvolvendo seus dotes artísticos transformando o meio que vivem. Schafer fundou o Coro da Comunidade Maynooth, para o qual escreveu e produziu a música para a peça de teatro Jonas. Ele escolheu a sua casa rural perto da área de Peterborough para trabalhar em projetos artísticos com esta comunidade. Durante anos Schafer trabalhou como diretor artístico do Festival de Artes de Peterborough, ele ajudou a dirigir e a produzir um ambicioso festival de artes, diversificada ganhando um forte apoio regional e reconhecimento nacional.
 

Schafer incentiva artistas para desenhar sobre as riquezas de seu ambiente e cultura local.


Além de seus trabalhos como compositor, dramaturgo, educador musical, jornalista de música e no novo campo de estudos de paisagem sonora, Schafer fez contribuições significativas para as ciências humanas como musicólogo / estudioso literário, escritor criativo e artista visual. Schafer é realmente mais conhecido por seus escritos sobre educação musical e sonora. Além de obras em prosa, ele também tem escrito uma série de criativas peças literárias que incluem as novelas Dicamus et Labyrinthos e Ariadne, os quais exibem a caligrafia do compositor e arte. Desenvolve em suas obras sua arte visual, que incluem ilustrações e / ou gráfico como notação. Alguns destes foram exibidos em galerias de arte.


Schafer continua a receber comissões por suas composições instrumentais. Em particular, o seu amor pela voz solo feminina inspirou inúmeras obras importantes. Na década de 1980 ele escreveu concertos para flauta, harpa e violão, três quartetos de cordas, grupos de câmara e várias obras orquestrais. Sua diversidade desmente generalizações do estilo, seu trabalho poderia ser descrito como uma síntese do século 20 com um toque de vanguarda utilizando técnicas para descrever o espírito romântico do século 19. Yehudi Menuhin elogiou "Sua imaginação, forte benevolente, altamente original de intelecto, uma dinâmica de poder cuja múltiplas expressões pessoais e aspirações que estão de acordo total com as necessidades urgentes e os sonhos da humanidade de hoje."


© Encyclopedia of Music no Canadá
Fonte: texto biográficas sobre Schafer RM reproduzida com a autorização da Enciclopédia da Música, no Canadá, da Biblioteca Nacional de website do Canadá.

Revisado por John S. Gray, da Canadian Music Centre, 2005

Revisado por Arcana Productions de 2007


Fonte: http://www.musiccentre.ca/apps/index.cfm?fuseaction=composer.FA_dsp_biography&authpeopleid=1916&by=S


Na sala de aula...

Trabalhamos com folhas de revistas... cada um pesquisou possibilidades de produzir som com o material proposto.
Era incrível como o contraste de som/silêncio era bem acentuado, pois era imprescindível que houvesse silêncio absoluto para que começássemos a produzir som novamente. E como era bom quando fazíamos silêncio após o som... Hoje observo os sons externos com muito mais sensibilidade.
E a partir daí, de acordo com as dinâmicas propostas (pp, ff), fizemos nossa improvisação... e quer saber? Ficou interesante e divertido!!! O que não teria acontecido com uma turma de adolescentes, hein?



26/09/2011


Sentamos em roda... Ouvimos uma belíssima musica de Murray Schaffer  (Snowforms) no escuro. Para mim foi um refúgio do som de antigamente... onde as pessoas procuravam o silêncio, estar consigo mesmas e ouvir o som que vinha da natureza... onde os sons urbanos não eram apreciados... 
Hoje as pessoas procuram o barulho, a inquietação, e estar 5 minutos concentrado é um desafio quase que intolerável... as pessoas não conseguem estar consigo mesmas por muito tempo...
Silenciar sem pressa, numa sociedade onde a pressa faz parte do cotidiano, onde os sons externos estão presentes o tempo todo, e o silêncio é estranho aos nossos ouvidos...

Depois ouvimos novamente (gravação esta somente com vozes femininas), acompanhando a partitura não convencional desta peça...


Snowforms - Murray Shaffer


Mas o mais interessante desta aula foi a atividade que fizemos, andando, ouvindo os sons externos num período curto de 15 minutos, pois sem perceber como o mundo hoje em dia é barulhento, e por nós passa despercebido... hoje os sons urbanos me incomodam um pouco mais...


03/10/2011


Ouvimos "The Magic Songs" - M. Shaffer e em seguida produzimos o nosso "The Magic Songs"...


Magic Songs- Amabile Men's Ensemble- R. Murray Schafer 

Fizemos um tapete sonoro... pena que eu não estava aberta a essa atividade nesse dia... mas o pouco que eu consegui estar ali, de corpo e alma, foi interessante... diferente.

Tapete sonoro - Oficina Corpo e Voz - Origami


10/10/2011

Hoje fizemos uma atividade bem interessante...fizemos exercício de escuta: escolhemos alguém da sala para identificar através de sons onde estavam os objetos escolhidos... 
Aos poucos, minha forma de escutar tudo o que está em volta está se modificando, se ampliando, pois estou usando os recursos de provocar a percepção musical dessas metodologias que estamos estudando. Nada como o conhecimento para modificar e melhorar nossa forma de ensinar. 
Fizemos uma composição em grupo, experimentando sons. Foi interessante...
Ouvimos o cd "The Garden of Bells" - Schafer - uma belíssima música.

17/10/2011

Não houve aula, pois o tempo foi aproveitado para dar continuidade à metodologia da 1ª Geração.


24/10/2011

George Self
(Londres 1921-1967)




"George Self estimula o ouvir , o criar e a invenção de partituras. Ele não enfatiza a pulsação musical e inicia seu trabalho com a escala cromática, pois ele não quer conscientizar alturas e sim apresentar variedades sonoras, obtidas nas atividades de exploração coletiva das possibilidades do instrumento. Ele utiliza muitos instrumentos, principalmente os de percussão por serem de fácil manuseio, e dá grande importância aos instrumentos artesanais, e feitos pelos alunos em sala de aula. A ênfase é na exploração de produção sonora e criação de atividades não convencionais. Ele valoriza a prática e criação em conjunto.
Self classifica seus instrumentos segundo o tipo de sons que produzem, sendo instrumentos de som curto (ex.pandeiro, claves), instrumentos de sons de extinção gradual (ex.piano, maracás, triângulos), e instrumentos com sons sustentados (ex.cordas, metais, madeiras). Ele também propõe uma forma de notação simplificada, onde o ritmo e a melodia são imprecisos enquanto os sons e timbres são valorizados. A imprecisão dá a partitura a possibilidade de ser interpretada de diferentes maneiras. Os sinais são por exemplo, um ponto representa um som curto, um ponto com uma linha curva, um som tenuto, uma linha em zigue-zague um tremulo, entre outros sinais. "

A esses sinais são acoplados os sinais de piano e forte, não sendo utilizados inicialmente os meio-fortes.

O texto foi baseados no livro De Tramas e Fios de Marisa Fonterrada.

Na aula...


Colocamos em prática duas de suas partituras, onde um dos alunos tornou-se regente, onde utilizamos materiais de percussão de diferentes matérias-primas (madeiras, metais, instrumentos de pele, instrumentos com som curto, longo, etc...)


Confesso que não estou muito acostumada com esse tipo de exploração sonora, talvez por ter estudado a vida inteira sobre melodias e afinação definida, temperada, para mim soa um pouco estranho, mas imagino que dentro de uma sala de aula de educação infantil esses sons e tipos de improvisação deve ser muito bem aproveitado para desenvolver as qualidades timbrísticas do ambiente em questão.



Obra recomendada : New sonds in class (1967)

31/10/2011



Na 1ª parte da aula...


John Paynter


(Londres - 17 de Julho de 1931 - 1 de julho de 2010)



 


Paynter era pobre, de fundo da classe trabalhadora. Embora a música não era uma característica forte de sua vida familiar, a mãe de Paynter comprou-lhe um piano em uma idade jovem. Ele ganhou uma bolsa para a escola Emanuel em Battersea, no sul de Londres, onde seu talento musical foi incentivado. Ele freqüentou a Trinity College, de Londres, graduando-se em 1952. Após o serviço nacional, ele decidiu dedicar sua vida ao ensino, primeiro em escolas primárias, em seguida, no secundário.
Ele perseguiu uma carreira acadêmica, em paralelo ao seu trabalho educativo em escolas e faculdades. Ele foi nomeado professor no departamento de música da Universidade de York em 1969 sob o estudioso e compositor Mellers Wilfrid . Depois de ser nomeado para uma cadeira na educação musical, Paynter assumiu a liderança do departamento em 1983 e lá permaneceu até sua aposentadoria em 1994.

Paynter desenvolveu uma nova filosofia para a música nas escolas. 

Compor lhe trouxe enorme satisfação. A sua obra inclui obras vocais e instrumentais, bem como música e teatro para crianças. 

Paynter experimentou uma nova abordagem que colocou a criatividade em seu núcleo. Antes de 1970, a prática de fazer música em sala de aula na maioria das vezes consistia em instruções precisas, tais como aprender a tocar como se estivesse sendo reproduzido o gravador.

Paynter incentivou os estudantes a explorar a gama de sons, não apenas notas musicais. Ele incentivou as crianças a pensar e raciocinar como compositores. Alunos poderiam usar sua imaginação para criar uma peça de música que significava algo especial para eles. Poderia ser programática, como um "dia de tempestade", ou musicalmente abstrato, como um crescendo gradual seguido por um diminuendo gradual. Se os alunos tinham habilidades instrumentais ou vocais que iriam usá-los, mas eles podem encontrar a sua inspiração em bater em uma mesa com uma régua. Ele incentivou o trabalho em grupo. Ele organizou os alunos em grupos de quatro ou cinco para trocar idéias entre si e de improvisar.A principal preocupação de Paynter era descobrir até onde estudantes de todas as idades podem encontrar expressão e alegria através da experimentação musical, composição e improvisação, e como os resultados podem ser avaliados. Este trabalho levou à publicação de Som e Silêncio (1970), co-escrito com Peter Aston. Este livro notável deu pontos de partida e exemplos para os professores de como eles podem incentivar os alunos a explorar os estilos e conceitos do século 20 a música e a relação da música com outras áreas do currículo, tais como linguagem e matemática.O livro foi um triunfo e manteve-se um marco para a educação musical.

Paynter foi uma espécie de mistério para aqueles que trabalharam com ele. Ele defendeu a liberdade nas aulas, mas ele o fez vestindo terno e gravata, com sapatos engraxados. Seu interesse genuíno pelas pessoas lhe rendeu a lealdade e afeto e pela elegância de sua escrita foi acompanhada por uma atitude positiva em relação à música de forma consistente de decisões e de ensino.
 
fonte: http://www.guardian.co.uk/education/2010/aug/03/john-paynter-obituary

Obras recomendadas:
 
Sound and Silence (1970)
Hear and now (1972)
Sound and structure (1992)

2ª parte da aula...


Na sala... mais exploração sonora dos materiais de percussão... e partitura do George Self...

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Keith Swanwick

"Os interesses musicais dos estudantes são variados. O professor precisa dominar um leque de atividades para atender a essas demandas."

A teoria Espiral de Swanwick

O homem se desenvolve por etapas, antes da pronúncia do vocabulário, sons; antes da vida adulta, uma vida infantil e pré-adulta etc. O educador musical Keith Swanwick, organiza de acordo com sua experiência de prática docente, observação e acompanhamento de alunos de escolas de música inglesas, uma melhor maneira de perceber e analisar como se dá o desenvolvimento musical no ser humano. Sua idéia não é de forma alguma pioneira, tendo em vista que outros pensadores, educadores e psicólogos também organizam o desenvolvimento do indivíduo em etapas, aliás, quase toda a base teórica da pesquisa de Swanwick é de Piaget, pois, Piaget observa crianças em desenvolvimento, especialmente seus filhos e de forma geral. Swanwick então, organiza um método de observação e constatação de como a música se desenvolve na vida humana. Tentaremos entender de que forma então que Swanwick elabora suas pesquisa e teoria.
Keith Swanwick parte do princípio de que qualquer conhecimento obedece a etapas de acordo com o desenvolvimento psicológico de quem o estuda. Como a música também é um conhecimento como outro qualquer, Swanwick mapeia em diferentes faixas etárias (de 3 a 15 anos) o progresso deste conhecimento. Vale ressaltar que a pesquisa foi realizada com alunos de classes diferentes, etnias diferentes (desde asiáticas a africanas), durante quatro anos e o mais importante, trabalhando com a ótica da oficina de música, dando ênfase em defesa de uma série de outros educadores, dentre os quais, John Paynter e Murray Schafer, que trabalham com a “linha criativa” da educação musical, que explora a criatividade do aluno utilizando todo e qualquer tipo de material sonoro. Foram então analisadas 745 composições feitas por 48 alunos durante o tempo da pesquisa.
Por que teoria espiral? Ora, o gráfico estrutural do desenvolvimento musical os alunos observados é em forma de espiral. É através desse gráfico que Swanwick mostrou o desenvolvimento em níveis relacionados com a faixa etária dos alunos “compositores” estudados. Tais níveis ou territórios foram divididos em quatro: material, expressão, forma e valor.
O território material foi dividido em duas partes: sensorial e manipulativo que compreende a faixa etária de 0 a 4 anos; o território expressão diz respeito a cianças de 5 a 9 anos; o terceiro desses territórios, o da forma dividiu-se em duas partes: idiomático e especulativo relacionado a crianças de 10 a 15 anos; o quarto território, o do valor é dividido em duas partes: simbólico e sistemático e diz respeito aos alunos com 15 anos ou mais. Partindo deste esquema de territórios, Swanwick propõe um processo de aprendizagem batizado por ele de “C.L.A.S.P.”, que em português foi traduzido para a sigla “T.E.C.L.A.”. A idéia é de trabalhar os conteúdos de forma integrada, vinculada, favorecendo assim, o aprendizado integrado, de forma que, essas fases sejam vivenciadas com um vínculo contínuo entre elas.
Entendendo o significado de cada uma das letras da sigla T.E.C.L.A. entendemos melhor o que Keith Swanwick quer com sua teoria: dar subsídios de organização para uma educação musical sistematizada de forma que todos os elementos da sigla não sejam nem priorizados, muito menos, desprezados. Eis o significado:

T – Técnica (manipulação de instrumentos, notação simbólica, audição).
E – Execução (cantar, tocar).
C – Composição (criação e improvisação).
L – Literatura (história da música).
A – Apreciação (reconhecimento de estilos / forma / tonalidade / graus).

É importante dizer que a linha de “oficina de música” adotada por Swanwick, prioriza e enfatiza a livre experimentação em materiais sonoros, sejam eles instrumentos, objetos ou o corpo; apesar disso, ele recomenda que o aluno seja estimulado convivendo com músicas do seu dia-a-dia e dentro dos padrões musicais de sua cultura, o que não significa dizer que esse repertório não possa ser ampliado com outros campos sonoros, observando e respeitando o universo sócio-cultural e afetivo do aluno.
A preocupação do educador musical então, deve ser a de encontrar uma espécie de base comum entre música e educação musical de forma a tornar mais ativo o processo de aprendizagem do aluno. Segundo o autor, conhecer música não quer dizer escutá-la por acaso e sim, envolver-se com ela profundamente. Ensinando e aprendendo música, musicalmente.

fonte: http://ideiasemarteeducacao.blogspot.com/2009/05/teoria-espiral-de-swanwick.html

Obras recomendadas:

A Basis For Music Education  (1979)

Music, Mind And Education  (1988
Musical Knowledge  (1994)
Teaching Music Musically  (1999) 




Contextualização das linguagens do século XX
 
- Atonalidade/Dodecafonismo  - Schoenberg
- Serialismo total – Webern
 
Outras aquisições da música do século XX
- Composições não lineares
- Participação do intérprete na composição
- Incorporação da aleatoriedade
- Incremento da pesquisa de timbres
- Novos sistemas de notação

21/11/2011

Falamos sobre Swanwick. Dúvidas surgiram. Chegamos À conclusão de que Swanwick não propõem um método e sim um pensamento sobre a educação musical. 
Eu acho que a maioria desses métodos que defendem a improvisação estão fora da realidade brasileira. A maioria deles tem como base a educação na Europa e Estados Unidos, uma vez que lá a educação musical é sistematizada desde a pré-escola até o colegial e aqui as pessoas não sabem nem se comportar diante de uma apresentação informal, quem dirá em uma sala de concertos. A maioria dos pais de nossos alunos (no meu caso violino) nunca antes tinham visto um violino de perto e musica fora do que é colocado na mídia também é um mistério... Falta muito ainda para termos um ensino de qualidade, mas estamos começando um caminho longo onde espero que dê muitos frutos...


28/11/2011


Nessa aula foram dados exercícios de improvisação e composição baseados nos conceitos de Keith Swanwick. 
Os materiais utilizados foram os instrumentos de percussão à escolha do aluno.



05/12/2011

Fizemos uma composição com a frase "Brilha o sol e eu estou contente". Foi muito divertido!!! 
Foram três grupos e cada um com as suas características, mas todos conseguiram expor essa idéia... 
Esse semestre em si ultrapassou a expectativas de todos nós... o grupo contribuiu para que tudo ocorresse muito bem, e todos curtiram fazer o curso.
Estou muito satisfeita de estar fazendo a pós-graduação... espero que o semestre que vem seja tão bom quanto esse...