quarta-feira, 10 de agosto de 2011

Metodologias para o ensino da música (Pedagogias ativas)1ª Geração

Metodologias para o ensino da música (Pedagogias ativas) - 1ª Geração antes de 1945:Dalcroze,Kodaly, Suzuki, Orff, Willems, Martenot,  Villa Lobos

08/08/2011

Dalcrozeando...

Adivinhem, que feliz coincidência... Pude relembrar o curso e as atividades que fiz no curso com o professor Iramar, e sempre acrescenta alguma informação nova, alguma sensação diferente, um novo olhar...
Fizemos atividades de ocupar os espaços, marcar o ostinato, o pulso e as multiplicações e divisões com os pés e mãos, atividades em duplas e dois grupos com observação. Foi o máximo!!!



15/08/2011
É interessante a delicadeza e a precisão que essa técnica propõem. Andamos no ritmo da música, marcamos o pulso nos pés, divisão nas mãos, invertemos. Invertemos nas mãos com a música . Ao sentar, cantamos entoando a música e, cantamos com o nome das notas (detalhe importante nessa metodologia).
O gesto, sempre muito importante, com arte para frases e semi-frases.
Sempre é um prazer aprender esse tipo de metodologia... e, no fim, se pensarmos com certa reflexão, é simples e, só nos falta um pouco de criatividade para inventarmos propostas semelhantes, que ele tinha de sobra...


Olha o professor Iramar...


22/08/2011

Dalcroze... musica e movimento... a percepção se aguça ao percebermos os detalhes do que estamos ouvindo... e o que me chama mais atenção é a alegria com que se trabalha, as cores, objetos simples e que fazem parte do universo infantil e que nos remete a sensações e recordações de nossa tenra idade... isso é fascinante...



Dalcrozeando... isso é bom demais!!!

29/08/2011

É engraçado como há uma certa distância entre a compreensão e a aplicação dos exercícios propostos nessa metodologia. O problema é: quando aplicamos a crianças, elas não questionam e fazem e se divertem. Quando aplicamos a adultos, há um certo questionamento e um certo estranhamento sobre os exercícios propostos, pois há uma certa barreira entre o racional e o sensorial, onde essa pré-disposição se faz necesssária para o sucesso da aplicação efetiva do método. É uma pena que os adultos racionalizem toda a prática musical, o que dificulta o ensino e o aprendizado (e muito!!!).




05/09/2011

Método Kódaly

                                         
"O bom educador é aquele que ensina mais do que sabe, e através do ensino, aprende mais do que ensinou"
  Zoltán Kodály

Nesta aula aprendemos um pouco sobre a educação na Hungria e, sobretudo sobre a concepção comunista, de acordo com os relatos da Enny sobre sua vivência fora do país. E o que ficou para mim é que aqui no Brasil, o que é ruim só é ruim porque permitimos, porque de certa forma, não sabemos o que é ter uma vida sacrificada, não fazemos idéia da condição de falta de liberdade que eles enfrentam, e sobretudo um regime político do qual nem fazemos idéia de como seja, na prática (ainda bem!!!)
Fizemos uma analogia sobre a concepção intervalar desta metodologia que visa o trabalho de seu folclore nacional e do nosso folclore brasileiro (terças e quintas).

12/09/2011

O processo dessa metodologia divide as dificuldades, trazendo os exercícios da forma mais simplificadas possível, tornando paulatinamente mais e mais complexa de acordo com a rotina de estudo e a frequência que é dada a matéria.
Fico encantada com a estruturação do curso de musica, e ao valor que se dá à ela. Penso que talvez os alunos entendam que o ensino musical seja um processo e que deve ser tratado com responsabilidade e dedicação. E o mais importante: que seja feito com alegria e prazer.
Quanto à pedagogia, vem de encontro com o que eu venho observando há anos: trabalhar esmiuçando as dificuldadades e trabalhar com musicas folclóricas. Isso ajuda a obter a atenção das crianças, principalmente.
Então a ordem dos exercícios propostos é: Pecepção - Reprodução - Escrita (dos sentidos para a cognição)
Propor semínima ( _ ) e colcheia (.)
Trabalhar com cânone.
Trabalhamos com uma musica do nosso folclore (Boi da cara preta), batendo 1 ritmo com uma mão, o pulso com outra e depois invertemos.
Fizemos o mesmo com os pés.
Esses tipos de exercícios exigem uma certa prática...
Trabalhamos com o ritmo dos nomes dos colegas da turma. Foi divertido. Principalmente quando trabalhamos com o falar e silenciar, sem perder o ritmo das palavras...Trabalhamos em duplas, com perguntas e respostas... é incrível como existem possibilidades de trabalhar desenvolvendo a psicomotricidade!!! E como isso é difícil!!!


Teaching a New Melody According to the Kodàly Concept 2/2

19/09/2011

Novamente cantamos acordes e escalas...
É um universo diferente com o qual não estamos acostumados, mas no fim, é o que nós, instrumentistas, procuramos a vida toda...


Teaching a New Melody According to the Kodàly Concept 1/2 

26/09/2011

Foi uma aula compartilhada... O Teco nos mostrou as suas experiências  com grupos vocais e como ele põe em prática o método Kodály.
Muitas sugestões foram dadas: brincando com glissando, cantar muitas canções sem reprimir, corrigindo a afinação, com o acompanhamento visual da mão até a altura da nota, ensinar a musica com os 4 sistemas: (do, re, mi, fa, sol, lá, si- ABCDEFG- Tonika Do - notas no pentagrama).

Eu, particularmente achei muito interessante, porque na realidade o que acontece é que, por não termos tempo de colocar em prática um método específico do começo ao fim, pois os nossos alunos não iniciam seus estudos na sua tenra idade e "terminam" na sua fase adolescente com o mesmo professor, não temos condição e nem preparo ainda para estruturar uma educação voltada a uma só metodologia, como é praticado na Europa. No fim, adaptamos essas metodologias à nossa realidade. O que é muito válido, pois ainda estamos a caminho de termos uma metodologia voltada ao nosso público, o povo brasileiro, com suas misturas de etnias e cultura.





03/10/2011
Edgar Willems
1890-1978

"A fonte de vida dos elementos musicais não se encontra no conhecimento dos ensinamentos escolares, mas sim, no ser humano" - E. Willems 



"A música é a expressão daquilo que o ser humano tem em si de mais profundo"

Nasceu em Lanaken, na Bélgica, no dia 13 de outubro de 1890. Formou-se como professor e após, seguindo uma antiga paixão pela pintura, inscreveu-se na Escola de Belas-Artes de Bruxelas.
Auanto à música, interesou-se enquanto autodidata (tendo recebido algumas aulas de piano e tendo tocado na fanfarra de sua cidade). Depois de um período muito rico em experiências humanas e artísticas, deixa Bruxelas e segue para Paris em meados de 1920.
A sua incessante busca pela "Flexibilidade orgânica", acerca da escuta e da sensibilidade auditiva, aliada ao desacordo total com o ensino musical intelectualizado levam-no a  desenvolver uma educação musical destinada às crianças.
Em 1934 publicou suas primeiras obras e elaborou as suas primeiras conferências que conduziram a um novo olhar sobre a musica e permitiram que em 1956, o conservatório de Genebra inicie os seus primeiros cursos de iniciação musical destinado a formar professores.
Também inventou instrumentos musicais: o naudiometro e o sonometro, que lhe conferiram algumas patentes.

Este pedagogo definiu bem os objetivos da iniciação musical:

- Desenvolver na criança o amor pela musica e alegria em praticá-la;
- Administrar todas as possibilidades para a criança aprender musica;
- Favorecer, e diante da prática musical, o desenvolvimento da criança, pois ao requerer a participação de todo o ser humano (afetivo, sensorial, mental, fisico e espiritual) a inicição musical contribui para o crescimento de todas essas faculdades e, ao harmonizálas dentre si, favorece o desenvolvimento da personalidade humana.

Fonte: http://pt.scribd.com/doc/15227412/Edgar-Willems-Biografia-e-Obra
 
A sua metodologia é baseada em 4 fases chamadas de graus

1º Grau (de 3 a 4 anos de idade): A iniciação musical

Base introdutória, onde prioriza a vivência oral e concreta, a revelação dos fenômenos musicais, o despertar do interesse, da adesão, da participação ativa e das iniciativas, a ligação com o funcionamento global, em direção ao surgimento de atitudes justas e de constante beleza.
O plano geral de uma aula de iniciação musical se desenvolve em quatro grandes partes :
     o desenvolvimento auditivo e vocal,
     os batimentos rítmicos,
     as canções,
     os movimentos corporais naturais.

2º Grau (de 4 a 5 anos de idade): A iniciação musical

Continuidade mais consciente do 1º grau : certos fenômenos musicais auditivos e rítmicos conhecendo as transcrições gráficas, com maior exigência, maior memória, maior consciência relativa.

3º Grau (de 5 a 6 anos de idade):  A iniciação pré-solfégica e pré-instrumental
Período no qual são organizados todos os fenômenos vividos, realizando, de modo homogêneo, a passagem do concreto para o abstrato: diversas ordenações, lateralidade do corpo, aplicações instrumentais, dentre outras com o carrilhão cromático.

4º Grau ( de 6 a 7 anos de idade): O solfejo vivo e a educação musical

O solfejo vivo é uma alfabetização considerada como um dos pontos culminantes da educação musical, onde, ao lado da leitura e da escrita rítmica, melódica e harmônica, a improvisação se faz presente.
A linguagem musical continua a ser considerada em sua totalidade através de todos os estilos e épocas. As organizações modais e tonais são desenvolvidas de acordo com o papel que o homem lhe deu na evolução se sua linguagem expressiva.
A educação instrumental (todos os instrumentos) que começa paralelamente, segue organicamente depois da educação pré-solfégica e pré-instrumental.
Ela prioriza a música antes do instrumento e a vida antes da perfeição formal.

Tocar um instrumento intervém em 4 domínios diferentes e complementares :
     tocar de ouvido, reproduzindo canções ou músicas, ouvidas e memorizadas sem o apoio da escrita ;
     tocar através da leitura, orientada pela leitura à primeira vista ;
     tocar de cor priorizando à interiorização e a interpretação da literatura musical artística ;
     a improvisação que deve ser praticada desde o início, durante o qual realizamos estados de alma, jogos musicais utilizando o instrumento ou ainda invenções partindo da própria música (rítmicas, melódicas e harmônicas).

Desenvolvemos uma atitude musical utilizando fontes vitais do ritmo e a vida das relações sonoras, visando obter uma técnica instrumental.
Fonte: http://aiem-willems.org/monde/index.php?page=0002&lang=br&code=

Na sala de aula... 
Tivemos um primeiro contato com Edgar Willems, no qual foi muito prazeiroso.
Parte do que sempre acreditei em ser adequado para o ensino musical se faz presente, e o que mais me impressiona é a gama de instrumentos e possibilidades que o professor de música tem para que a criança se desenvolva. No fundo, todos os grandes pedagogos pensam da mesma forma, valorizando sempre o ser humano em sua essência. E é em busca dele que tentamos melhorar a cada dia, aprender novas técnicas em busca de um melhor preparo como professores, pois se não for assim, de nada vale sermos chamados de "Professor".

10/10/2011

O que é mais elementar e qual o sentido que tem uma resposta mais imediata, a audição ou a visão? Bem, pensando nisso, Edgar Willems uniu os dois sentidos e fez a criança "ver"o som. Isso é interessante, pois dá um direcionamento mais palpável do que é subir o som, descer, grave, agudo. E o instrumento utilizado para auxiliar a produção do sobe e desce do som é bem interessante...
E então o som basta, a musica já está completa, somente os sons bastam por si só...
Também são valorizados os movimentos naturais, que são acompanhados por uma pandeireta...
Isso estimula. pois a criança está cheia de energia pronta para ser gasta e então ela se sente à vontade... isso é perfeito!!!




 17/10/2011

Uma outra "sacada" bem interessante são as famílias de sinos. Os timbres são muito semelhantes,  sendo de difícil identificação de imediato, requerendo bastante atenção do aluno.


Palavras com pergunta e resposta também são bem trabalhadas... desenvolve a criatividade do aluno...

Fizemos exercícios de desenvolvimento rítmico, com batimentos percutidos na mesa, onde originalmente é feito em uma mesa só.
1º - crescendo/diminuendo
2º - com variação de velocidade
3º - contar o numero de batidas
4º - criação de motivos não métricos
5º - contar as batidas




Canto e canções...

As crianças aprendem um intervalo somente com a imitação e pela intuição. Willems utiliza livrinhos das canções com os intervalos e são usadas com uma finalidade: fazer a criança cantar afinado
Após aprendida, a música é cantada e palmeada com o ritmo.

Movimentos naturais

A criança anda pela sala e é observada, depois é feito variação de velocidade.

Em uma segunda fase, são utilizadas gravações de musica clássica específicas para a marcação de tempos e compassos (2,3,4 tempos).

Já na terceira fase há um treinamento para que se automatize a sequência do nome das notas, para cima e para baixo.
Depois, o treinamento é feito com intervalos de 3ª, 4ª e assim por diante, com acentuações em lugares diferentes.
É induzido o treinamento com conversas entoando o nome da nota respectiva.

24/10/2011

Somente na 3ª fase é introduzido o instrumento musical, como carrilhão, xilofones, metalofones, etc. e introduzido bolinhas no pentagrama, dando assim uma iniciação à leitura.

Exercícios de ordenação, com acentuação de 7 em 7, 3 em 3 subindo e descendo
Tríades, acordes e canta-se escalas em todas as tonalidades.
Pode-se criar um padrão qualquer para todas as notas, entoando-as

do re do/ re mi re/ mi fa mi ... e assim por diante.

Esse treinamento é bem interessante e nos faz pensar como o nosso ensino musical é deficiente, porque sem esse treinamento mental fica muito difícil ler uma partitura, pois a maior trava que alunos de qualquer idade tem é relacionado com o nome e sequencia das notas...

31/10/2011


Essa aula foi dedicada ao educador da 2ª geração - John Paynter


07/11/2011


Nessa aula, foram apresentados trabalhos dos colegas da turma...

21/11/2011

Nessa aula foram apresentados trabalhos sobre os seguintes educadores:

Oswaldo Lacerda (1927-2011): caracteriza-se por um refinado nacionalismo, fruto de extenso conhecimento das características da música brasileira, aliado ao sólido domínio das técnicas modernas de composição.

Estudou composição em São Paulo com Camargo Guarnieri, o qual desempenhou papel determinante em sua personalidade como compositor.

Em 1963 passou um ano nos Estados Unidos, como bolsista da Fundação Guggenheim, onde prosseguiu estudos de composição com Vittorio Giannini e Aaron Copland.

Paralelamente à sua atividade de compositor, Osvaldo Lacerda atua no ensino da música, com ênfase em composição e teoria musical. Desde muito toma parte ativa na divulgação da Música Brasileira, havendo atuado na fundação e direção da Mobilização Musical de Juventude Brasileira, também na fundação da Sociedade Paulista de Arte da Sociedade Pró-Música Brasileira, de São Paulo, e do Centro de Música Brasileira em São Paulo. É também membro da Academia Brasileira de Música.

Na composição, revela uma predileção pela canção de câmara, gênero no qual escreveu mais de cem obras, na maioria sobre textos dos mais representativos poetas brasileiros.

Toquei, durante todo o meu tempo de estudo musical peças deste aclamado compositor, estando em festivais onde ele ministrou curso. Conheci sua esposa, a pianista Eudóxia de Barros, assistindo a um de seus concertos. É incrível como não é divulgado nem uma nota nos jornais em homenagem a esse compositor que tão importante foi para a música clássica brasileira...

Eudóxia de Barros ESTUDO 7 de Osvaldo Lacerda

José Eduardo Gramani (1944 – 1998) foi um violinista, rabequista, compositor e pesquisador musical brasileiro.
Como violinista, integrou grupos de câmara como Oficina de Cordas, Trem de Cordas (como spalla e diretor artístico), Armonico Tributo (violino barroco), Kamerata Philarmonia, Orquestra Vila-Lobos (como spalla e diretor artístico).

Quem não conhece os livros de rítmica do Gramani? Para mim foi uma surpresa saber que ele foi violinista... foi bom saber um pouco mais sobre a vida deste professor que está tão presente na vida de todos aqueles que querem estudar musica de verdade!!!


 E... Gazzi de Sá


28/11/2011


05/12/2011


Hoje fizemos um balanço do semestre. Sugestões foram dadas por todos e críticas foram apresentadas também. Gostei muito do semestre, tudo o que foi proposto pela Enny acho que foi bem aproveitado, todos estavam na mesma sintonia...foi muito bom... espero que o semestre que vem seja tão bom quanto foi esse semestre...



Foram apresentados trabalhos sobre Carmen Rocha e Bohumil Med.

Carmen Rocha