quarta-feira, 13 de junho de 2012

Didática da Prática Instrumental (Orff)


Carl Orff

Carl Orff, 1968, foto: Klaus Redenbacher
Carl Orff, igualmente em casa, como compositor e homem de teatro, humanista e pedagogo, alcançou fama mundial com seu »Carmina Burana".
A variedade de suas obras para o estágio em que ele combinou a inspiração de peças dos mistérios medievais, contos folclóricos de suas raízes bávaras, contos de fadas de todo o mundo e tragédia grega dá testemunho do poder criativo de uma das personalidades mais marcantes artísticas do século 20.
A Orff-Schulwerk, um conceito educacional para a educação elementar em música e movimento que tem sido disseminada em todo o mundo em mais de trinta países, teve um impacto significativo sobre a educação musical para crianças ao redor do mundo por mais de cinqüenta anos.


Carl Orff Schulwerk - educação elementar em música e dança

por Michael Kugler

A primeira versão do OSW, intitulado> Elementare Musikübung <[elementares exercícios musicais], foi publicado entre 1932 e 1935 após uma fase de workshop na Escola Günther de ginástica e dança. A série não é continuado como a natureza externa de sua música e com o princípio da improvisação está em oposição com as especificações ideológicas do período nazista.

 Após uma série de radiodifusão para as escolas com início em 1948, a segunda publicação> Musik für Kinder <[Música para Crianças] aparece. O nacional rápida e resultados internacionais de distribuição em uma recepção intercultural e aceitação do Schulwerk que continua ainda hoje. Ambas as publicações Schulwerk baseiam-se em conceito artístico e antropologicamente inspirados Orff de> <música elementar, que é quase desenvolvido através de canais educativos.

O núcleo educacional do conceito <> Orff-Schulwerk é formada pela atividade artística individual dentro dos elementos da linguagem, música e movimento para as quais as publicações meramente fornecer modelos. Problemas podem surgir com o Schulwerk Orff deve ser jogado esses modelos sem levar os aspectos da improvisação e movimento em consideração. 

Por isso, é vital que a formação inicial e contínua de professores é direcionado para a prestação dos requisitos para o trabalho criativo e um repertório metódica.

Fonte: http://www.orff.de/en.html








21/05/2012

Nessa aula, iniciamos andando na sala, aproveitando o espaço, andando para frente, para trás, para um lado, para o outro, sendo levados pelas partes do nosso corpo, rápido, lento, apressado.
Depois a professora começou a nos "iniciar" na metodologia, onde fizemos uma roda e,  pegamos as baquetas, aprendemos como segurar nas baquetas, ela passou para nós exercícios de ritmos, que confesso, tive dificuldade de realizar...
A concentração foi de extrema importância para que o exercício pudesse ser realizado. Não só eu, mas outras pessoas do grupo tiveram dificuldade também...
Depois, fizemos exercícios nos instrumentos, primeiro, realizando o ritmo dado, cantando, depois andando e solfejando com as mãos e o pulso nos pés, e depois invertemos.
Foi muito bom....

28/05/2012

Iniciamos a aula andando, depois dançando uma música dada, com coreografia pré-determinada aos pares. 
Foi muito divertido. Depois improvisamos e cada um que improvisava, os outros imitavam. Isso rendeu boas risadas e, impressionante, como foi difícil para algumas pessoas da turma ir à frente realizar o improviso. Notei que não há muita diferença entre alunos novos ou professores, não tem jeito: a diferença está na personalidade, e, mesmo assim, a exposição cria um medo, algo que vêm lá do fundo, da possibilidade do erro, da aprovação e auto-aprovação. É incrível como na essência somos todos muito parecidos, independente da profissão que escolhemos. 

Fizemos alguns exercícios de improvisação nos instrumentos. Foi bom, e é engraçado como quando encontramos instrumentos que nunca tínhamos visto ou tocado antes parecemos criança...queremos todos explorar todas as suas propriedades... e todos juntos, é difícil de controlar e... manter a ordem na sala!!! 

Ter feito faculdade foi bom, porém, para mim, estar fazendo a pós-graduação, sob nova ótica está sendo maravilhoso... 

04/06/2012

Nessa aula assistimos uma parte de um documentário sobre a vida de Carl Orff. Muito interessante, por sinal, uma vez que fiquei surpresa, pois não tinha idéia de como era essa metodologia, uma vez que sempre quando pensamos em Orff, logo vem a imagem dos xilofones e metalofones. Essa questão com o corpo é mito interessante, assim como encontramos relação com outros pedagogos. Ele foi uma pessoa difícil de conviver, segundo relatos das ex-esposas e filha. Porém é curioso como uma pessoa tão contraditória pode ser tão incrível e ter feito tantas coisas boas e ter tido tão bom relacionamento com as crianças... Como o ser humano é imprevisível e maravilhoso!!!

Depois fizemos uma vivência de temas que estavam escritos na partitura e improvisação. 

Logo após, a parte mais divertida da aula foi o rock!!! foi muito gostoso improvisar sobre um tema tão conhecido e, no final já estavam dançando e tocando... a energia estava rolando solta!!!! Valeu!!!




segunda-feira, 16 de abril de 2012

Didática da Prática Instrumental Flauta Doce

Texto: Iniciação à La flauta Dulce – Judith Akosenk e Mario Awidela
Técnica de Execução – Nesse texto dá-se a importância para o relaxamento muscular, a postura correta e a destreza dos dedos. Os cuidados com o instrumento também é levado em questão, sendo que qualquer um desses fatores, se não forem devidamente observados, prejudicam a execução do mesmo.
Em seguida, numa reportagem de Flávia Mantovani, são levantados os benefícios e malefícios do estudo dos instrumentos de sopro, uma vez que para alguns distúrbios de arcada dentária e musculares é altamente recomendado o estudo dos mesmos. No entanto, deve-se ser criterioso, sempre com acompanhamento de um profissional habilitado, fazer a avaliação se realmente o estudo do instrumento musical vai ser a solução ou não para o problema que está sendo apresentado.
Logo após, temos o texto “La Flauta Dulce” – Musica para niños, onde é ressaltado a importância do aprendizado na idade em que ela está sendo alfabetizada (7 anos), pois trabalha-se a respiração, a leitura simultânea e a improvisação, sendo indicada também por ter uma tessitura curta (2 oitavas) e estar mais ou menos na mesma tessitura que a voz das crianças dessa idade.

Texto: Jogos de Improvisação – Musica na Educação infantil – Teca de Alencar de Brito
A improvisação, discutida e analisada nesse texto expõe a importância dessa prática, que desde bebês, experimentamos sons, dialogamos com os adultos sem a necessidade de palavras, e, sendo utilizada no estágio da educação infantil desenvolve a imaginação, a parte sensório-motora da criança, pois é algo que é intrínseco ao ser humano.
Eu, como musicista erudita, tenho, particularmente uma grande dificuldade enorme com a prática da improvisação, devido ao estudo da partitura desde o início da minha vida musical. Pensando de forma simplificada, vejo que não é um “bicho de sete cabeças”, e que é mais natural do que imaginava. É muito bom ter descoberto isso...

Texto: Pesquisa de sons – Koellreutter Educador -Teca de Alencar de Brito
A improvisação, agora é estudada no que tange aos materiais a serem utilizados e a forma de utilização de sons não convencionais, tanto da voz quanto da flauta e instrumentos de corda.  A improvisação deve ser organizada, sendo a ordem determinada pelo professor. O tempo também é pré-determinado, pois não é “vale tudismo”. As questões de timbre e dinâmica são estudadas e combinadas, bem como as articulações a serem realizadas.

Texto: O registro/ a notação musical
Nesse texto, é enfatizado a importância do fazer musical, uma vez que o intérprete é co-autor da musica, não devendo ser dependente da musica escrita.
Os sinais gráficos devem ser resultado de uma necessidade surgida e não o princípio da educação musical. A criança, desde pequena intuitivamente consegue reproduzir o som curto, longo, e mesmo sem escrever, mensura o som.
Sinais que são mais semelhantes com o sinal tradicional devem ser elogiados de modo a incentivar o aluno a seguir de forma lúdica, à notação musical.
Texto: A Flauta doce no ensino de música nas escolas: análise e reflexões sobre uma experiência em construção – Jusamara Souza, Liane Hentschke e Viviane Beineke

A flauta doce, instrumento bastante utilizado no ensino de educação musical coletivo diferencia-se dos demais por agregar em seu ensino uma abordagem mais ampla, incluindo o canto, improvisação e apreciação musical, valorizando a expressividade de cada obra.
Apesar de conhecer a eficácia do método, está sendo estudado a possibilidade de incluir no currículo de Educação Musical da rede escolar o estudo desse instrumento, assim como a técnica e procedimentos a serem aplicados no ensino do mesmo. Cogita-se a viabilidade da utilização em conjunto da Teoria de Desenvolvimento Musical e do modelo TECLA de ensino, de Swanwick, apesar de apenas poder ser feita uma adaptação desses métodos, pois deve ser feito com critérios bem específicos ao estudo da flauta doce.
Foi feita uma pesquisa em duas escolas particulares de Porto Alegre a partir da pesquisa – ação, durante o período do ano letivo de 1996, onde a cada semana era feito um relatório detalhado das atividades propostas.
Foi observado que o resultado teria sido de melhor qualidade se os grupos fossem menores. Quanto à leitura, houve uma certa resistência do grupo com relação ao aprendizado da leitura convencional. Foi ensinado duas notas simultaneamente, e observou-se que o resultado teria sido melhor se tivesse sido ensinado uma nota por vez. Todas as atividades eram discutidas no início da aula por todos, o que facilitou o processo. A princípio eram utilizadas músicas com instrumentações diversas, somente depois sendo utilizada a flauta doce a duas ou mais vozes.
A partir dessa pesquisa, a flauta doce foi aprovada por suas características e possibilidades que contribuem no ensino da Educação Musical, objeto no qual jamais deixará de ser de observado e pesquisado, uma vez que estamos em constante aprendizado.

Aula 1 – 12/03/2012


Escuta musical – identificação de sons
Sons dos copinhos


Coordenação motora
Brincadeiras com nomes e percussão corporal; parlendas viva o rabo do tatu; lé com lé, cré com cré


Concentração –
Colhendo flores, brincadeiras com nomes e percussão corporal; sons dos copinhos;
parlendas viva o rabo do tatu; lé com lé, cré com crê, história coletiva


Sonorização de histórias
História do cavalo; criação de historia coletiva


Rítmica
Brincadeiras com nomes e percussão corporal; parlendas viva o rabo do tatu; lé com lé, cré com cré


Brincadeira de Roda
Parlendas viva o rabo do tatu; lé com lé, cré com cré


Técnica de flauta doce (respiração, digitação)
Colhendo flores


Improvisação
História do cavalo; brincadeira com copos; brincadeiras com nomes e percussão corporal; parlendas viva o rabo do tatu; lé com lé, cré com crê; criação de historia coletiva


Exploração de timbres
Brincadeira com copos; história do cavalo; criação de historia coletiva

Aula 2 – 19/03/2012


Escuta musical – identificação de sons- Parâmetros do som (altura, duração, intensidade e timbre)
Atividade com flauta de embalo
Exploração com a flauta desmontada e com a cabeça da flauta (agudo/grave)
Cantiga de roda Bambu tirabu
Acompanhar o comprimento do som de acordo com o comprimento das fitas, tampinhas e pauzinhos, subindo e descendo


Coordenação motora
Cantiga de roda Bambu tirabu


Concentração –
Acompanhar o comprimento do som de acordo com o comprimento das fitas, tampinhas e pauzinhos subindo e descendo


Rítmica
Acompanhar o comprimento do som de acordo com o comprimento das fitas, tampinhas e pauzinhos


Brincadeira de Roda
Cantiga de roda Bambu tirabu


Técnica de flauta doce (respiração, digitação)
Acompanhar o comprimento do som de acordo com o comprimento das fitas, tampinhas e pauzinhos
Acompanhamento de musica com tutti e solista utilizando a nota Si
Improvisação utilizando as notas La e Si


Improvisação
Acompanhamento de musica com tutti e solista utilizando a nota Si
Improvisação utilizando as notas La e Si


Exploração de timbres
Exploração com a flauta desmontada e com a cabeça da flauta (agudo/grave)

Aula 3 – 26/03/2012


Escuta musical – identificação de sons- Parâmetros do som (altura, duração, intensidade e timbre)
Cantiga Quem nadou na beira d’agua ó piaba
Musica Dois por dez


Coordenação motora
Cantiga Quem nadou na beira d’agua ó piaba, Uatatá, Tubarão


Concentração –
Relaxamento Novo Ovo Novo
Cânone de respiração
Musicas: Sombra, Vendemos Pão (2 por 10), Bem te vi, Chuvinha cai, Serra serra, Bambalalão com a Lua Luar
Vendemos Pão ( 2 por 10),
Pisão o pé do amigo
Cantiga “Quem nadou na beira d’agua ó piaba”
Musica Tubarão, Uatatá


Sonorização de histórias
Musica Sombra


Rítmica
Musica Dois por dez, Uatatá, Quem nadou na beira d’agua ó piaba


Brincadeira de Roda
Pisão o pé do amigo
Cantiga “Quem nadou na beira d’agua ó piaba”
Musica Tubarão, Uatatá


Técnica de flauta doce (respiração, digitação)
Relaxamento Novo Ovo Novo
Cânone de respiração
Musicas: Sombra, Vendemos Pão ( 2 por 10), Bem te vi, Chuvinha cai, Serra serra, Bambalalão com a Lua Luar , Quem nadou na beira d’agua ó piaba


Improvisação
Jogos de improvisação
Quem nadou na beira d’agua ó piaba

Aula 4 – 02/04/2012


Escuta musical – identificação de sons- Parâmetros do som (altura, duração, intensidade e timbre)
Roda de sereia
Musicas: Vendemos Pão (2 por 10), Bem te vi, Chuvinha cai, Serra serra, Bambalalão com a Lua Luar
Sonorizando várias histórias de livros


Exploração de Timbres
Sonorizando várias histórias


Coordenação motora
Roda de sereia
Serra serra


Concentração –
Tocando algumas musicas e cada um toca um trecho sem perder a sequência da musica
Musicas: Vendemos Pão (2 por 10), Bem te vi, Chuvinha cai, Serra serra, Bambalalão com a Lua Luar, Trem de ferro


Sonorização de histórias
Sonorizando várias histórias de livros


Rítmica
Musicas: Vendemos Pão (2 por 10), Bem te vi, Chuvinha cai, Serra serra, Bambalalão com a Lua Luar, Trem de ferro


Brincadeira de Roda
Roda de sereia


Técnica de flauta doce (respiração, digitação)
Respiração com a língua de sogra
Musicas: Bem te vi, Serra serra, Vendemos Pão ( 2 por 10) Bambalalão com a Lua Luar, Trem de ferro


Improvisação
Musica Bem-te-vi com improviso individual
Sonorizando várias histórias de livros

Aula 5 – 09/04/2012


Escuta musical – identificação de sons- Parâmetros do som (altura, duração, intensidade e timbre)
Trabalhando com o som dos palitinhos ( hachi)
Sonorizando a história da coruja


Exploração de Timbres
Brincando com o som do papel,
Sonorizando a história da coruja


Coordenação motora
Musicas: Chuva miúda, melodia Russa, melodia Chinesa, A Coruja,  Canto do Povo em algum lugar, Eu morava na areia, sereia, Peixe que nadou , ó piaba.


Concentração –
Sonorizando a história da coruja
A história da coruja e dos anões
Musicas: Chuva miúda, melodia Russa, melodia Chinesa, A Coruja, Canto do Povo em algum lugar, Eu morava na areia, sereia, Peixe que nadou , ó piaba.


Sonorização de histórias
Sonorizando a história da coruja


Rítmica
Trabalhando com o som dos palitinhos (hachi)


Brincadeira de Roda
A história da coruja e dos anões


Técnica de flauta doce (respiração, digitação)
Musicas: Chuva miúda, melodia Russa, melodia Chinesa, A Coruja, Canto do Povo em algum lugar, Eu morava na areia, sereia, Peixe que nadou, ó piaba, Duas cirandas, catira do passarinho.


Improvisação
Brincando com o som do papel,
Sonorizando a história da coruja

Aula 6 – 16/04/2012


Escuta musical – identificação de sons- Parâmetros do som (altura, duração, intensidade e timbre)
Brincadeira com tecidos
Brincadeira Tô caindo no fulô
Cantando e dançando Tô fazendo uma farinhada, No balanço da peneira
Quem não pode com mandinga
Revisão de algumas musicas já trabalhadas anteriormente, Blues do mosquito, Caranguejinho

Exploração de Timbres
Quem não pode com mandinga
Revisão de algumas musicas já trabalhadas anteriormente, Blues do mosquito, Caranguejinho

Coordenação motora
Brincadeira Tô caindo no fulô
Cantando e dançando Tô fazendo uma farinhada, No balanço da peneira
Quem não pode com mandinga
Revisão de algumas musicas já trabalhadas anteriormente, Blues do mosquito, Caranguejinho

Concentração –
Brincadeira com tecidos
Brincadeira Tô caindo no fulô
Cantando e dançando Tô fazendo uma farinhada, No balanço da peneira
Quem não pode com mandinga
Revisão de algumas musicas já trabalhadas anteriormente, Blues do mosquito, Caranguejinho

Rítmica
Brincadeira com tecidos
Quem não pode com mandinga
Revisão de algumas musicas já trabalhadas anteriormente, Blues do mosquito, Caranguejinho

Brincadeira de Roda
Brincadeira com tecidos
Musica La Morenada
Brincadeira Tô caindo no fulô

Técnica de flauta doce (respiração, digitação)
Revisão de algumas musicas já trabalhadas anteriormente, Blues do mosquito, Caranguejinho

Improvisação
Brincadeira Tô caindo no fulô

Considerações finais:




Para mim, apesar de todos os contratempos ocorridos no curso, foi a realização daquilo que almejava há mais de 15 anos: aprender um pouco sobre flauta doce.
Apesar de não ser o instrumento que eu trabalho atualmente, sentia que faltava uma lacuna no meu aprendizado, que foi preenchida.
Gostei muito das aulas, e alguns dos exercícios propostos eu estou colocando em prática no meu dia-a-dia, uma vez que também trabalho com crianças, embora seja mais específico do que musicalização infantil.

Video - Clássicos em Cena: Trio Sospirare
            Come Again – Jonh Dowland


Assistindo esse vídeo eu tive uma surpresa. Eu sinceramente não imaginava que a musica medieval/ renascentista ainda estava viva e que poderia ser tocada pela flauta doce, e só flauta doce como acompanhamento musical.
Quando vi o alaúde então, fiquei mais surpresa ainda, pois achei que os grupos de música antiga só existiam na Europa. É mais acessível do que imaginava... Fiquei mais feliz ainda por saber que conheço a flautista e que tive aula com ela.
A sonoridade é diferente, é mais limpa e clara e nos remete ao passado, realmente. E dá pra tocar peças difíceis, pois para mim o repertório era somente o de cantigas e não, é bem mais abrangente do que eu imaginava...








domingo, 15 de abril de 2012

Pesquisa sonora e improvisação

02/04/2012


Nessa aula foi pesquisado a improvisação com tambor sem e com métrica definida. Foi explorado também timbres possíveis tirados de papelão e jornal.
É muito bom ver que com criatividade a gente pode desenvolver diversas maneiras de explorar o som, e esse som pode vir de materiais simples e até de materiais recicláveis...o que tem tudo a ver com o momento que estamos vivendo, e tem tudo a ver comigo, pois nessa onda de proteger o meio ambiente, apoio essa prática.



09/04/2012

Foi muito divertido... lemos uma história e depois improvisamos sobre uma determinada história escolhida. Eu nunca me imaginei fazendo isso e... foi muito bom. 
Depois a professora passou um vídeo de animação da Pixar onde improvisamos sobre a imagem que assistimos. Vou praticar mais. É estranho ver a imagem sem som...mas foi muito interessante, pois nos posicionamos  exatamente como os personagens estavam posicionados no desenho e isso foi bem legal... até mais divertido que ouvir o desenho com som. Acho que nós, da turma, quando fazemos nossos saraus deveríamos escolher um vídeo qualquer e sonorizar. Foi muito engraçado. Esse curso está me fazendo descobrir que improvisar é simples, e está me fazendo mudar a forma de ver a música e sua prática e estou muito feliz por isso... Sem falar na turma que não poderia ser melhor!!!




Pixar s Short Film for the Birds


16/04/2012


Nessa aula foi feito exploração com o solo e ostinato com diversas formações, onde tivemos até o som de um cello!!! O Isaac levou seu trompete, o Teco levou seu baixo, a Jéssica levou sua flauta transversal, algumas pessoas usaram a flauta doce e foi muito gostoso, sendo que quem não tinha seu próprio instrumento pegou um de percussão. Então tivemos xilofones, metalofones, reco-reco e enfim, foi muito bom... até tivemos alguns regentes!!! Olha só!!! O entrosamento da turma foi ímpar. 
Na segunda parte da aula fizemos com instrumentos de percussão, com a luz apagada, porém demorou para entendermos a proposta do exercício, enfim, a entrega foi menor, mas não menos interessante. 
De verdade, eu nunca me imaginei fazendo esses exercícios de exploração sonora, não sei se um dia colocarei em prática, mas é muito bom, relaxa!!!
Após o intervalo da segunda aula, a proposta foi sonorizarmos uma figura abstrata ou não, no início achei que não conseguiríamos, mas fizemos, e o Isaac propôs, no final, que a turma repetisse a sonorização de uma das figuras propostas. Novamente achei que não conseguiríamos. Estou começando a entender o que o professor Koellreutter dizia: "A improvisação tem que ser organizada, pois não é vale tudismo!!!"



quinta-feira, 22 de setembro de 2011

Metodologias para o ensino da música (Pedagogias ativas) 2ª Geração



Metodologias para o ensino da música ( Pedagogias ativas - após 1945) - 2ª Geração - Koellreutter, Schafer, Self, Paynter, Swanwick, Delalande

08/08/2011

Hans-Joachim Koellreutter 
Freiburg, 02 de setembro de 1915 - São Paulo, 13 de setembro de 2005



"É preciso entender que a música é um meio de desenvolver o ser humano."
O segredo de tamanha variedade foi seu método, que se baseava na liberdade de expressão e na busca da identidade de cada aluno. Incentivava a liberdade de pensamento e a necessidade de cada aluno buscar seu próprio caminho.


É muito bom ter contato, mesmo que indiretamente com Koellreutter, através dessa matéria e principalmente com alguém que conviveu por muito tempo com ele.
"Aprendo com o aluno o que ensinar. São três preceitos: 1) não há valores absolutos, só relativos; 2) não há coisa errada em arte; o importante é inventar o novo; 3) não acredite em nada que o professor disser, em nada que você ler e em nada que você pensar; pergunte sempre o por quê."
Ele deve ter sido uma pessoa muito interessante.  Estar  perto de um professor por querer, somente pelo fato de admirar seu conhecimento e principalmente, por saber o ser humano que é, é algo incrível. Essa liberdade aprisiona. E o que ele mais defendeu foi a liberdade.  

15/08/2011


A Enny  nos contou um pouco sobre a vida de Koellreutter e leu uma passagem da "Carta Aberta os Músicos e Críticos" escrita em 1950. Nessa carta há uma crítica muito incisiva de Camargo Guarnieri sobre a musica dodecafônica, e consequentemente sobre Koellreutter. Eu concordo com Guarnieri, quando diz que nós, brasileiros, deveríamos ser mais nacionalistas. Porém, o dodecafonismo exige um conhecimento prévio da teoria e harmonia musical sólidos para ser elaborada.
Eu, particularmente, não gosto muito do gênero, mas respeito quem o desenvolve. 
Para mim ainda soa estranho. Mas de qualquer forma, estou aberta a conhecer um pouco mais a fundo esse estilo que não faz parte da musica tonal a que estou mais acostumada.
Apesar disso, estou gostando de conhecer mais de perto e um pouco mais sobre a vida de Koellreutter. Somente é polêmico aquele que é grande o suficiente para ser.


22/08/2011

Assistimos um pedaço do filme "Concerto Comentado", realizado em 1999 pelo Museu da Imagem e do Som, com Koellreutter e Sérgio Vilafrança. Depois fizemos mais um pouco de experimentação com xilofones, clavas, baquetas, cadeiras, cadernos, enfim, tudo o que poderia produzir som. Praticamos um pouco de improvisação "Tamboriladas" com esses instrumentos, explorando seus timbres... é uma sensação de liberdade muito boa.
Experimentamos dinâmicas, timbres... foi interessante...


29/08/2011

Tamborilar...


Pesquisamos timbres na sala... 

Foi escolhido quatro timbres diferentes... 

A turma foi dividida em quatro grupos, sendo um regente escolhido para reger esses timbres...

A concentração era grande. Fizemos solos e acompanhamos... tamborilamos. 


É interessante pensar que tudo tem som. E às vezes essa prática de produzir som com materiais simples fica esquecida...

Fizemos diálogos com Gestalts, que segundo Koellreutter é uma configuração de linhas, pontos e outros elementos que podem ser compreendidos de imediato como um todo.


Em grupo praticamos o modelo de improvisação solo-fantasia, onde o ostinato, que era realizado com o grupo inteiro, era interrompido pelo solo.



05/09/2011

Assistimos um trecho do filme sobre Koellreutter.
Após discutimos um pouco seus conceitos. Falamos sobre a bola-partitura e me lembrei das aulas que tive com Sérgio Villafrança na Faculdade, sue discípulo. Agora parece que tudo faz um pouco mais de sentido. Quando ele fez a experimentação da bola-partitura e eu não havia entendido nada... acho que tinha faltado entender sobre o compositor... Na verdade essa atividade trabalha sons graves, médios e agudos, e as entradas ficam a critério do intérprete. No momento em que realizamos isso em coral me pareceu pouco vago, porém hoje entendo que a experimentação e a valorização do aluno dá sentido a isso, uma vez que não tem um maestro para "dar as coordenadas".


12/09/2011
 
"A vida é sempre um desafio. No dia que ela deixar de ser, ela deixará de valer a pena" - H.J.Koellreutter
"A função da música e do artista criador é clarificar as grandes idéias filosóficas e científicas da sociedade onde vive" - H.J.Koellreutter
Buscar o novo - Improvisação - Ferramenta essencial
Como professor, dizia que não deveria ensinar nada do que é possível aprender nos livros.
Criar necessidades instigadoras.
- Do impreciso para o preciso 
- Percepção do fluxo - fluência
- Importância da relação inter-humana - Busca da Expressividade


O Humano como objetivo da educação musical

"A música é como o mar, sempre mudando e ao mesmo tempo, é sempre a mesma coisa." H.J.Koellreutter

19/09/2011

Experiências sonoras... - Murray Schaffer



"Cada docente está primeiramente educando a si mesmo (...) qualquer projeto educativo que não faça o professor crescer é falso"

R. Murray Schafer alcançou uma reputação internacional como um compositor, um educador, ambientalista, estudioso e artista visual. Nascido em Sarnia, Ontário, em 1933, ele foi criado em Toronto.


Schafer ingressou no Conservatório Real de Música e da Universidade de Toronto em 1952 para estudar com John Weinzweig. Seu contato ocasional com Marshall McLuhan no campus poderia sem dúvida ser apontada como a influência mais duradoura em seu desenvolvimento artístico.
 
Ele foi para Viena em 1956.Depois de dois anos, ele foi para a Inglaterra, estudando informalmente com o compositor Peter Racine Fricker. Enquanto na Grã-Bretanha, Schafer trabalhava como jornalista (resultando em um livro, Compositores britânicos na entrevista) e pela preparação de uma récita da ópera de Ezra Pound Le Testament (1920-1) transmitido pela BBC em 1961.

Voltando para o Canadá em 1961, ele dirigiu o “Dez concertos do Século”, e começou a ensinar, primeiro (1963-65) como artista residente na Memorial University, e depois (1965-1975) na Simon Fraser University. No SFU, com subsídios da UNESCO e da Canadian Foundation Donner, ele montou o Projeto Soundscape Mundial para o estudo das relações entre pessoas e seu ambiente acústico. Schafer em 1975 mudou-se para uma fazenda perto de Maynooth, Ontario, mas manteve-se afiliado com o projeto. Ele comprou uma fazenda perto de Peterborough em 1987.


O primeiro concerto que Shafer escreveu foi para Cravo e oito instrumentos de sopro, e a Sonatina para flauta e cravo (ou piano) revelam influências de  Weinzweig, o neoclassicismo de Stravinsky e "Les Six".
O Minnelieder, com a sua atmosfera mahleriana, foi na opinião de Schafer, a sua primeira conquista importante.

No início dos anos 60 se baseou no serialismo, também com base na língua, literatura e filosofia de culturas antigas, levando a uma exploração da mitologia e simbolismo da vida moderna, que resultou em uma sucessão de estudos sobre os temas urbanos de alienação e psiconeurose.


Protesto e encarceramento, Canzoni para os Prisioneiros, o trabalho de palco Loving, e do trabalho para mezzo-soprano Requiems para a Party Girl refletem uma consciência social que motiva suas atividades.


Seu envolvimento em educação musical o levou a escrever 6 livretos, que desencadeou no seu livro mais famoso: O ouvido pensante, e estão entre as primeiras introduções aos conceitos de John Cage de ouvir de forma criativa e utilizar a percepção sensorial dentro da sala de aula canadense. Schafer compôs obras para orquestra e coro de jovens, introduzindo jovens músicos a sons incomuns, envolvendo-os no processo criativo.


No final dos anos 1960 e 1970 Schafer foi influenciado pela musica de  Bruckner e pelos poemas  de Rumi, Hesíodo, Homero, Melville, e Pound.


Como o "pai da ecologia acústica" Schafer tem se preocupado com os efeitos nocivos do ruído sobre as pessoas, especialmente os moradores do "esgoto sonoro" da cidade.


Mudou-se para uma fazenda de Ontário, que o inspirou a uma série de obras denominada 'ambiente natural'.

Embora o foco de Schafer na década de 1970 foi o seu trabalho sonoro, na década de 1980 foi sua obra “Patria” que ganhou maior destaque, um ciclo de 12 partes de obras musicais / teatrais que começaram a ser escritas em 1966.


O ambiente rural o permitiu trabalhar com as comunidades em Maynooth e Peterborough, modelos notáveis de como os membros de uma comunidade podem trabalhar em conjunto, desenvolvendo seus dotes artísticos transformando o meio que vivem. Schafer fundou o Coro da Comunidade Maynooth, para o qual escreveu e produziu a música para a peça de teatro Jonas. Ele escolheu a sua casa rural perto da área de Peterborough para trabalhar em projetos artísticos com esta comunidade. Durante anos Schafer trabalhou como diretor artístico do Festival de Artes de Peterborough, ele ajudou a dirigir e a produzir um ambicioso festival de artes, diversificada ganhando um forte apoio regional e reconhecimento nacional.
 

Schafer incentiva artistas para desenhar sobre as riquezas de seu ambiente e cultura local.


Além de seus trabalhos como compositor, dramaturgo, educador musical, jornalista de música e no novo campo de estudos de paisagem sonora, Schafer fez contribuições significativas para as ciências humanas como musicólogo / estudioso literário, escritor criativo e artista visual. Schafer é realmente mais conhecido por seus escritos sobre educação musical e sonora. Além de obras em prosa, ele também tem escrito uma série de criativas peças literárias que incluem as novelas Dicamus et Labyrinthos e Ariadne, os quais exibem a caligrafia do compositor e arte. Desenvolve em suas obras sua arte visual, que incluem ilustrações e / ou gráfico como notação. Alguns destes foram exibidos em galerias de arte.


Schafer continua a receber comissões por suas composições instrumentais. Em particular, o seu amor pela voz solo feminina inspirou inúmeras obras importantes. Na década de 1980 ele escreveu concertos para flauta, harpa e violão, três quartetos de cordas, grupos de câmara e várias obras orquestrais. Sua diversidade desmente generalizações do estilo, seu trabalho poderia ser descrito como uma síntese do século 20 com um toque de vanguarda utilizando técnicas para descrever o espírito romântico do século 19. Yehudi Menuhin elogiou "Sua imaginação, forte benevolente, altamente original de intelecto, uma dinâmica de poder cuja múltiplas expressões pessoais e aspirações que estão de acordo total com as necessidades urgentes e os sonhos da humanidade de hoje."


© Encyclopedia of Music no Canadá
Fonte: texto biográficas sobre Schafer RM reproduzida com a autorização da Enciclopédia da Música, no Canadá, da Biblioteca Nacional de website do Canadá.

Revisado por John S. Gray, da Canadian Music Centre, 2005

Revisado por Arcana Productions de 2007


Fonte: http://www.musiccentre.ca/apps/index.cfm?fuseaction=composer.FA_dsp_biography&authpeopleid=1916&by=S


Na sala de aula...

Trabalhamos com folhas de revistas... cada um pesquisou possibilidades de produzir som com o material proposto.
Era incrível como o contraste de som/silêncio era bem acentuado, pois era imprescindível que houvesse silêncio absoluto para que começássemos a produzir som novamente. E como era bom quando fazíamos silêncio após o som... Hoje observo os sons externos com muito mais sensibilidade.
E a partir daí, de acordo com as dinâmicas propostas (pp, ff), fizemos nossa improvisação... e quer saber? Ficou interesante e divertido!!! O que não teria acontecido com uma turma de adolescentes, hein?



26/09/2011


Sentamos em roda... Ouvimos uma belíssima musica de Murray Schaffer  (Snowforms) no escuro. Para mim foi um refúgio do som de antigamente... onde as pessoas procuravam o silêncio, estar consigo mesmas e ouvir o som que vinha da natureza... onde os sons urbanos não eram apreciados... 
Hoje as pessoas procuram o barulho, a inquietação, e estar 5 minutos concentrado é um desafio quase que intolerável... as pessoas não conseguem estar consigo mesmas por muito tempo...
Silenciar sem pressa, numa sociedade onde a pressa faz parte do cotidiano, onde os sons externos estão presentes o tempo todo, e o silêncio é estranho aos nossos ouvidos...

Depois ouvimos novamente (gravação esta somente com vozes femininas), acompanhando a partitura não convencional desta peça...


Snowforms - Murray Shaffer


Mas o mais interessante desta aula foi a atividade que fizemos, andando, ouvindo os sons externos num período curto de 15 minutos, pois sem perceber como o mundo hoje em dia é barulhento, e por nós passa despercebido... hoje os sons urbanos me incomodam um pouco mais...


03/10/2011


Ouvimos "The Magic Songs" - M. Shaffer e em seguida produzimos o nosso "The Magic Songs"...


Magic Songs- Amabile Men's Ensemble- R. Murray Schafer 

Fizemos um tapete sonoro... pena que eu não estava aberta a essa atividade nesse dia... mas o pouco que eu consegui estar ali, de corpo e alma, foi interessante... diferente.

Tapete sonoro - Oficina Corpo e Voz - Origami


10/10/2011

Hoje fizemos uma atividade bem interessante...fizemos exercício de escuta: escolhemos alguém da sala para identificar através de sons onde estavam os objetos escolhidos... 
Aos poucos, minha forma de escutar tudo o que está em volta está se modificando, se ampliando, pois estou usando os recursos de provocar a percepção musical dessas metodologias que estamos estudando. Nada como o conhecimento para modificar e melhorar nossa forma de ensinar. 
Fizemos uma composição em grupo, experimentando sons. Foi interessante...
Ouvimos o cd "The Garden of Bells" - Schafer - uma belíssima música.

17/10/2011

Não houve aula, pois o tempo foi aproveitado para dar continuidade à metodologia da 1ª Geração.


24/10/2011

George Self
(Londres 1921-1967)




"George Self estimula o ouvir , o criar e a invenção de partituras. Ele não enfatiza a pulsação musical e inicia seu trabalho com a escala cromática, pois ele não quer conscientizar alturas e sim apresentar variedades sonoras, obtidas nas atividades de exploração coletiva das possibilidades do instrumento. Ele utiliza muitos instrumentos, principalmente os de percussão por serem de fácil manuseio, e dá grande importância aos instrumentos artesanais, e feitos pelos alunos em sala de aula. A ênfase é na exploração de produção sonora e criação de atividades não convencionais. Ele valoriza a prática e criação em conjunto.
Self classifica seus instrumentos segundo o tipo de sons que produzem, sendo instrumentos de som curto (ex.pandeiro, claves), instrumentos de sons de extinção gradual (ex.piano, maracás, triângulos), e instrumentos com sons sustentados (ex.cordas, metais, madeiras). Ele também propõe uma forma de notação simplificada, onde o ritmo e a melodia são imprecisos enquanto os sons e timbres são valorizados. A imprecisão dá a partitura a possibilidade de ser interpretada de diferentes maneiras. Os sinais são por exemplo, um ponto representa um som curto, um ponto com uma linha curva, um som tenuto, uma linha em zigue-zague um tremulo, entre outros sinais. "

A esses sinais são acoplados os sinais de piano e forte, não sendo utilizados inicialmente os meio-fortes.

O texto foi baseados no livro De Tramas e Fios de Marisa Fonterrada.

Na aula...


Colocamos em prática duas de suas partituras, onde um dos alunos tornou-se regente, onde utilizamos materiais de percussão de diferentes matérias-primas (madeiras, metais, instrumentos de pele, instrumentos com som curto, longo, etc...)


Confesso que não estou muito acostumada com esse tipo de exploração sonora, talvez por ter estudado a vida inteira sobre melodias e afinação definida, temperada, para mim soa um pouco estranho, mas imagino que dentro de uma sala de aula de educação infantil esses sons e tipos de improvisação deve ser muito bem aproveitado para desenvolver as qualidades timbrísticas do ambiente em questão.



Obra recomendada : New sonds in class (1967)

31/10/2011



Na 1ª parte da aula...


John Paynter


(Londres - 17 de Julho de 1931 - 1 de julho de 2010)



 


Paynter era pobre, de fundo da classe trabalhadora. Embora a música não era uma característica forte de sua vida familiar, a mãe de Paynter comprou-lhe um piano em uma idade jovem. Ele ganhou uma bolsa para a escola Emanuel em Battersea, no sul de Londres, onde seu talento musical foi incentivado. Ele freqüentou a Trinity College, de Londres, graduando-se em 1952. Após o serviço nacional, ele decidiu dedicar sua vida ao ensino, primeiro em escolas primárias, em seguida, no secundário.
Ele perseguiu uma carreira acadêmica, em paralelo ao seu trabalho educativo em escolas e faculdades. Ele foi nomeado professor no departamento de música da Universidade de York em 1969 sob o estudioso e compositor Mellers Wilfrid . Depois de ser nomeado para uma cadeira na educação musical, Paynter assumiu a liderança do departamento em 1983 e lá permaneceu até sua aposentadoria em 1994.

Paynter desenvolveu uma nova filosofia para a música nas escolas. 

Compor lhe trouxe enorme satisfação. A sua obra inclui obras vocais e instrumentais, bem como música e teatro para crianças. 

Paynter experimentou uma nova abordagem que colocou a criatividade em seu núcleo. Antes de 1970, a prática de fazer música em sala de aula na maioria das vezes consistia em instruções precisas, tais como aprender a tocar como se estivesse sendo reproduzido o gravador.

Paynter incentivou os estudantes a explorar a gama de sons, não apenas notas musicais. Ele incentivou as crianças a pensar e raciocinar como compositores. Alunos poderiam usar sua imaginação para criar uma peça de música que significava algo especial para eles. Poderia ser programática, como um "dia de tempestade", ou musicalmente abstrato, como um crescendo gradual seguido por um diminuendo gradual. Se os alunos tinham habilidades instrumentais ou vocais que iriam usá-los, mas eles podem encontrar a sua inspiração em bater em uma mesa com uma régua. Ele incentivou o trabalho em grupo. Ele organizou os alunos em grupos de quatro ou cinco para trocar idéias entre si e de improvisar.A principal preocupação de Paynter era descobrir até onde estudantes de todas as idades podem encontrar expressão e alegria através da experimentação musical, composição e improvisação, e como os resultados podem ser avaliados. Este trabalho levou à publicação de Som e Silêncio (1970), co-escrito com Peter Aston. Este livro notável deu pontos de partida e exemplos para os professores de como eles podem incentivar os alunos a explorar os estilos e conceitos do século 20 a música e a relação da música com outras áreas do currículo, tais como linguagem e matemática.O livro foi um triunfo e manteve-se um marco para a educação musical.

Paynter foi uma espécie de mistério para aqueles que trabalharam com ele. Ele defendeu a liberdade nas aulas, mas ele o fez vestindo terno e gravata, com sapatos engraxados. Seu interesse genuíno pelas pessoas lhe rendeu a lealdade e afeto e pela elegância de sua escrita foi acompanhada por uma atitude positiva em relação à música de forma consistente de decisões e de ensino.
 
fonte: http://www.guardian.co.uk/education/2010/aug/03/john-paynter-obituary

Obras recomendadas:
 
Sound and Silence (1970)
Hear and now (1972)
Sound and structure (1992)

2ª parte da aula...


Na sala... mais exploração sonora dos materiais de percussão... e partitura do George Self...

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Keith Swanwick

"Os interesses musicais dos estudantes são variados. O professor precisa dominar um leque de atividades para atender a essas demandas."

A teoria Espiral de Swanwick

O homem se desenvolve por etapas, antes da pronúncia do vocabulário, sons; antes da vida adulta, uma vida infantil e pré-adulta etc. O educador musical Keith Swanwick, organiza de acordo com sua experiência de prática docente, observação e acompanhamento de alunos de escolas de música inglesas, uma melhor maneira de perceber e analisar como se dá o desenvolvimento musical no ser humano. Sua idéia não é de forma alguma pioneira, tendo em vista que outros pensadores, educadores e psicólogos também organizam o desenvolvimento do indivíduo em etapas, aliás, quase toda a base teórica da pesquisa de Swanwick é de Piaget, pois, Piaget observa crianças em desenvolvimento, especialmente seus filhos e de forma geral. Swanwick então, organiza um método de observação e constatação de como a música se desenvolve na vida humana. Tentaremos entender de que forma então que Swanwick elabora suas pesquisa e teoria.
Keith Swanwick parte do princípio de que qualquer conhecimento obedece a etapas de acordo com o desenvolvimento psicológico de quem o estuda. Como a música também é um conhecimento como outro qualquer, Swanwick mapeia em diferentes faixas etárias (de 3 a 15 anos) o progresso deste conhecimento. Vale ressaltar que a pesquisa foi realizada com alunos de classes diferentes, etnias diferentes (desde asiáticas a africanas), durante quatro anos e o mais importante, trabalhando com a ótica da oficina de música, dando ênfase em defesa de uma série de outros educadores, dentre os quais, John Paynter e Murray Schafer, que trabalham com a “linha criativa” da educação musical, que explora a criatividade do aluno utilizando todo e qualquer tipo de material sonoro. Foram então analisadas 745 composições feitas por 48 alunos durante o tempo da pesquisa.
Por que teoria espiral? Ora, o gráfico estrutural do desenvolvimento musical os alunos observados é em forma de espiral. É através desse gráfico que Swanwick mostrou o desenvolvimento em níveis relacionados com a faixa etária dos alunos “compositores” estudados. Tais níveis ou territórios foram divididos em quatro: material, expressão, forma e valor.
O território material foi dividido em duas partes: sensorial e manipulativo que compreende a faixa etária de 0 a 4 anos; o território expressão diz respeito a cianças de 5 a 9 anos; o terceiro desses territórios, o da forma dividiu-se em duas partes: idiomático e especulativo relacionado a crianças de 10 a 15 anos; o quarto território, o do valor é dividido em duas partes: simbólico e sistemático e diz respeito aos alunos com 15 anos ou mais. Partindo deste esquema de territórios, Swanwick propõe um processo de aprendizagem batizado por ele de “C.L.A.S.P.”, que em português foi traduzido para a sigla “T.E.C.L.A.”. A idéia é de trabalhar os conteúdos de forma integrada, vinculada, favorecendo assim, o aprendizado integrado, de forma que, essas fases sejam vivenciadas com um vínculo contínuo entre elas.
Entendendo o significado de cada uma das letras da sigla T.E.C.L.A. entendemos melhor o que Keith Swanwick quer com sua teoria: dar subsídios de organização para uma educação musical sistematizada de forma que todos os elementos da sigla não sejam nem priorizados, muito menos, desprezados. Eis o significado:

T – Técnica (manipulação de instrumentos, notação simbólica, audição).
E – Execução (cantar, tocar).
C – Composição (criação e improvisação).
L – Literatura (história da música).
A – Apreciação (reconhecimento de estilos / forma / tonalidade / graus).

É importante dizer que a linha de “oficina de música” adotada por Swanwick, prioriza e enfatiza a livre experimentação em materiais sonoros, sejam eles instrumentos, objetos ou o corpo; apesar disso, ele recomenda que o aluno seja estimulado convivendo com músicas do seu dia-a-dia e dentro dos padrões musicais de sua cultura, o que não significa dizer que esse repertório não possa ser ampliado com outros campos sonoros, observando e respeitando o universo sócio-cultural e afetivo do aluno.
A preocupação do educador musical então, deve ser a de encontrar uma espécie de base comum entre música e educação musical de forma a tornar mais ativo o processo de aprendizagem do aluno. Segundo o autor, conhecer música não quer dizer escutá-la por acaso e sim, envolver-se com ela profundamente. Ensinando e aprendendo música, musicalmente.

fonte: http://ideiasemarteeducacao.blogspot.com/2009/05/teoria-espiral-de-swanwick.html

Obras recomendadas:

A Basis For Music Education  (1979)

Music, Mind And Education  (1988
Musical Knowledge  (1994)
Teaching Music Musically  (1999) 




Contextualização das linguagens do século XX
 
- Atonalidade/Dodecafonismo  - Schoenberg
- Serialismo total – Webern
 
Outras aquisições da música do século XX
- Composições não lineares
- Participação do intérprete na composição
- Incorporação da aleatoriedade
- Incremento da pesquisa de timbres
- Novos sistemas de notação

21/11/2011

Falamos sobre Swanwick. Dúvidas surgiram. Chegamos À conclusão de que Swanwick não propõem um método e sim um pensamento sobre a educação musical. 
Eu acho que a maioria desses métodos que defendem a improvisação estão fora da realidade brasileira. A maioria deles tem como base a educação na Europa e Estados Unidos, uma vez que lá a educação musical é sistematizada desde a pré-escola até o colegial e aqui as pessoas não sabem nem se comportar diante de uma apresentação informal, quem dirá em uma sala de concertos. A maioria dos pais de nossos alunos (no meu caso violino) nunca antes tinham visto um violino de perto e musica fora do que é colocado na mídia também é um mistério... Falta muito ainda para termos um ensino de qualidade, mas estamos começando um caminho longo onde espero que dê muitos frutos...


28/11/2011


Nessa aula foram dados exercícios de improvisação e composição baseados nos conceitos de Keith Swanwick. 
Os materiais utilizados foram os instrumentos de percussão à escolha do aluno.



05/12/2011

Fizemos uma composição com a frase "Brilha o sol e eu estou contente". Foi muito divertido!!! 
Foram três grupos e cada um com as suas características, mas todos conseguiram expor essa idéia... 
Esse semestre em si ultrapassou a expectativas de todos nós... o grupo contribuiu para que tudo ocorresse muito bem, e todos curtiram fazer o curso.
Estou muito satisfeita de estar fazendo a pós-graduação... espero que o semestre que vem seja tão bom quanto esse...